Decisões melhores começam com dados melhores

Tomar decisões faz parte da rotina de qualquer organização. Nas empresas estatais, porém, essas escolhas assumem uma dimensão ainda maior: envolvem recursos relevantes, riscos institucionais, responsabilidades dos gestores e impactos diretos sobre os resultados da companhia.

Por isso, a qualidade da decisão depende cada vez mais da qualidade das informações disponíveis. Decidir apenas com base em percepção, experiência ou intuição já não é suficiente quando a organização dispõe — ou deveria dispor — de dados capazes de demonstrar o que está acontecendo na prática.

Por que decisões baseadas em dados são importantes para as estatais?

Indicadores de desempenho, históricos de preços, níveis de serviço, informações sobre execução contratual, retrabalho, prazos, custos e resultados ajudam a transformar dados dispersos em informações úteis para a gestão.

Quando esses dados não existem, não estão organizados ou não são acompanhados de forma adequada, diminuem a capacidade de planejamento e prevenção e aumenta o risco de uma atuação meramente reativa.

Uma gestão orientada por dados permite que a organização compreenda melhor sua realidade, identifique pontos de atenção e tome decisões com base em informações concretas, e não apenas em percepções.

O que significa tomar decisões baseadas em evidências?

A tomada de decisão baseada em evidências permite comparar alternativas, identificar tendências, antecipar problemas e compreender melhor os possíveis efeitos de cada escolha.

Isso não significa substituir a experiência do gestor por números. Pelo contrário: significa qualificar o processo decisório, oferecendo elementos concretos para que a experiência, o conhecimento técnico e os dados sejam utilizados de forma complementar.

O objetivo é tornar a decisão mais objetiva, fundamentada e conectada aos resultados esperados.

Dados também são essenciais na gestão de contratos

Essa lógica deve estar presente também na gestão dos contratos.

Indicadores bem estruturados permitem acompanhar se aquilo que foi contratado está, de fato, sendo entregue. Prazos, custos, níveis de serviço, qualidade da execução e outros indicadores podem fornecer informações importantes para identificar desvios e apoiar decisões ao longo da execução contratual.

Com isso, cria-se um ciclo contínuo de:

planejamento → execução → avaliação → decisão → melhoria.

A informação deixa, portanto, de servir apenas para registrar o passado e passa a desempenhar um papel estratégico: apoiar as decisões que definirão os próximos passos da organização.

O papel da alta administração

Para a alta administração das empresas estatais, esse tema é ainda mais estratégico.

Conselheiros, diretores e demais membros da alta gestão precisam tomar decisões relacionadas a investimentos, riscos, contratos, prioridades e caminhos institucionais.

Quanto melhores forem os dados, indicadores e mecanismos de governança colocados à disposição desses agentes, maiores serão as condições para decisões mais seguras, responsáveis e orientadas a resultados.

Uma estrutura de informações confiável também contribui para aumentar a transparência, fortalecer os mecanismos de controle e permitir um acompanhamento mais efetivo dos resultados da companhia.

Decidir melhor também é governar melhor

A tomada de decisão baseada em dados não elimina riscos nem garante que todas as decisões produzirão os resultados esperados. Mas oferece à organização melhores condições para compreender sua realidade, avaliar alternativas e agir de forma mais fundamentada.

Em empresas estatais, nas quais as decisões envolvem responsabilidades institucionais e impactos relevantes, essa capacidade se torna ainda mais importante.

Decidir melhor também é governar melhor.

E é justamente sobre os desafios atuais da gestão, da governança e da tomada de decisão nas empresas estatais que vamos discutir na 2ª edição do Estatais em Alta, nos dias 25, 26 e 27 de novembro.

Um encontro para quem busca transformar conhecimento em decisões mais qualificadas e resultados mais consistentes.

Anna Moroni

Diretora Criativa e CEO da Eleva

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